Bluebell
Bluebell
Antes de qualquer coisa, Bel Garcia é Bluebell. Alter-ego, projeto, pseudônimo, não importa, Bluebell é Bel Garcia e Slow motion ballet (Super Reds, 2006) é o disco de estréia de ambas. Paulista de São José do Rio Preto, mas radicada em São Paulo há tempos, Bel Garcia também é integrante das bandas Hotel Plaza e Kardex, mas é seu projeto pessoal que surge primeiro. Nada mais apropriado e revelador.
Antes de qualquer coisa, Bel Garcia é Bluebell. Alter-ego, projeto, pseudônimo, não importa, Bluebell é Bel Garcia e Slow motion ballet (Super Reds, 2006) é o disco de estréia de ambas. Paulista de São José do Rio Preto, mas radicada em São Paulo há tempos, Bel Garcia também é integrante das bandas Hotel Plaza e Kardex, mas é seu projeto pessoal que surge primeiro. Nada mais apropriado e revelador.
Entre o pop e o rock das 14 faixas do CD, Bel Garcia passeia tranquilamente por psicodelias, canções francesas, pitadas eletrônicas, levadas jazzísticas, violões brasileiros, etc., numa alternância surpreendente entre letras em português e inglês (às vezes na mesma música).
Além de algumas ótimas músicas, Slow motion ballet se destaca do cenário independente atual por uma sinceridade encantadora tanto nas letras íntimas quanto na variedade de suas referências musicais. Por exemplo, a moça canta e compõe em inglês, mas não é por pose ou negação de suas “raízes”. Ela simplesmente gosta da língua. Quem há de criticar tal postura? Mas voltemos ao repertório do disco produzido por Luciano Kurban e Paulo Corcione, também autores dos arranjos e programações, porque é nele que Bel Garcia se revela, principalmente porque é autora de 13 das 14 faixas.
Em boa parte delas os temas variam entre solidão e o amor e Bel Garcia (ou Bluebell?) canta, em português mesmo, “Me deixa quieta no meu canto que eu sei me virar / As mágoas da vida serviram pra me vacinar / Eu aprendi que não importa o mal, é possível curar / Dançando tango, comendo pastel, ou no banho a cantar” (em “La vie en chose”, com direito a breque em francês debaixo do chuveiro) ou então “Trem vazio / No vagão só ela / Assovia baixo e senta na janela / Bate os pés num ritmo não muito rápido / Acho que é samba / Pode ser jazz também” (em “Dull routine”, parceria com Henry Oh). Além destas músicas citadas, Bel Garcia também pontua alto em “The fight in the cafe” (de onde foi tirado o título do disco), “Bolas de sabão”, “It could have been”, “Pack and go” e na interpretação de “Junk” de Paul McCartney. Por último, Bel Garcia canta, toca violão e guitarra e está acompanhada no disco dos produtores Luciano Kurban e Paulo Corcione, e de músicos como Tuco Marcondes, Eser Menezes, Adriano Grineberg, Zeli Barros, Albino Infantozzih e Kadu Abecassis. Dafne Sampaio User-contributed text is available under the Creative Commons By-SA License and may also be available under the GNU FDL..
Além de algumas ótimas músicas, Slow motion ballet se destaca do cenário independente atual por uma sinceridade encantadora tanto nas letras íntimas quanto na variedade de suas referências musicais. Por exemplo, a moça canta e compõe em inglês, mas não é por pose ou negação de suas “raízes”. Ela simplesmente gosta da língua. Quem há de criticar tal postura? Mas voltemos ao repertório do disco produzido por Luciano Kurban e Paulo Corcione, também autores dos arranjos e programações, porque é nele que Bel Garcia se revela, principalmente porque é autora de 13 das 14 faixas.
Em boa parte delas os temas variam entre solidão e o amor e Bel Garcia (ou Bluebell?) canta, em português mesmo, “Me deixa quieta no meu canto que eu sei me virar / As mágoas da vida serviram pra me vacinar / Eu aprendi que não importa o mal, é possível curar / Dançando tango, comendo pastel, ou no banho a cantar” (em “La vie en chose”, com direito a breque em francês debaixo do chuveiro) ou então “Trem vazio / No vagão só ela / Assovia baixo e senta na janela / Bate os pés num ritmo não muito rápido / Acho que é samba / Pode ser jazz também” (em “Dull routine”, parceria com Henry Oh). Além destas músicas citadas, Bel Garcia também pontua alto em “The fight in the cafe” (de onde foi tirado o título do disco), “Bolas de sabão”, “It could have been”, “Pack and go” e na interpretação de “Junk” de Paul McCartney. Por último, Bel Garcia canta, toca violão e guitarra e está acompanhada no disco dos produtores Luciano Kurban e Paulo Corcione, e de músicos como Tuco Marcondes, Eser Menezes, Adriano Grineberg, Zeli Barros, Albino Infantozzih e Kadu Abecassis. Dafne Sampaio User-contributed text is available under the Creative Commons By-SA License and may also be available under the GNU FDL..
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